
O presidente da Argentina, Javier Milei, voltou a atacar o aborto legal no país ao associar a queda da natalidade no país aos desafios econômicos e previdenciários.
Em discurso realizado nesta quinta-feira (20), o chefe de Estado afirmou que a Argentina está “pagando muito caro” pelas políticas defendidas pelos chamados “pañuelos verdes” (lenços verdes, em português), símbolo do movimento pró-aborto no país.
Segundo Milei, o nível atual de natalidade não é suficiente para garantir a reposição da população, o que, em sua avaliação, afeta diretamente o potencial de crescimento da economia e a sustentabilidade do sistema previdenciário.
“A paixão por assassinar crianças no ventre da mãe também está nos custando caro em termos de crescimento”, declarou.
O presidente argentino não apresentou dados que comprovassem seu argumento.
As críticas ao aborto foram feitas durante uma apresentação em que o presidente defendeu os resultados econômicos de seu governo.
Milei afirmou que a inflação anual caiu de mais de 200% para cerca de 31,5% e sustentou que a economia argentina já acumula crescimento superior a 10% nos dois primeiros anos de sua gestão.
O mandatário também argumentou que o ajuste fiscal promovido por seu governo melhorou indicadores sociais e financeiros.
Segundo ele, o déficit público foi eliminado, a relação dívida/PIB caiu e milhões de argentinos deixaram a condição de pobreza. Milei reconheceu, porém, que a situação social do país ainda é difícil.
Ao abordar o mercado de trabalho, o presidente rebateu críticas de que a abertura econômica estaria provocando fechamento de empresas.
Para ele, parte das análises ignora a criação de novos negócios e a evolução do emprego. Milei citou a taxa de desemprego de 7,8% como evidência de que a economia segue em recuperação, apesar das transformações em curso.
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